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Artigo: Qual o lugar do homem na indústria robotizada?

Qual o lugar do homem na indústria robotizada?

http://flip.it/5msFk

“Eu desisti”, afirma Peter Sunde, fundador do Pirate Bay

O título deste post foi copiado de uma matéria da Revista Espírito Livre (clique aqui para acessar). A mesma matéria encontrei na página Motherboard (clique aqui para acessar).

Peter Sunde foi entrevistado e responde a perguntas relacionadas a situação atual da internet no mundo. Suas respostas são muito interessantes e chamam a atenção de qualquer um. Assisti ele em 2009 numa palestra no Fórum Internacional de Software Livre (FISL) e fico impressionado com o nível de consciência dele em relação a grande maioria dos usuários da internet.

Cada vez que leio uma matéria relacionada a esse tema e ao vigilantismo digital me pergunto sobre o que podemos fazer para contrapor isso. Segundo Peter, não há mais nada o que fazer.

Baseado nisso resolvi escrever algumas linhas sobre alguns assuntos:

A internet e o vigilantismo

Será então que a internet está comprometida? Está ela sob o domínio de alguns poucos? NSA, FBI, EUA e outros?

O poder e a influência que algumas pessoas, empresas e governos têm sobre a rede mundial está colocando essa incrível invenção em cheque, afinal, nossa privacidade está cada vez mais rara porque rara ela já é.

Ao invés da internet se tornar um campo livre de idéias e ações, vemos cada vez mais um ambiente controlado, pré-determinado, tornando-nos verdadeiros fantoches de empresas e governos. Edward Snowden tem denunciado práticas governamentais que ignoram nossa privacidade.

De que adianta termos pessoas conectadas se não podemos compartilhar as coisas que achamos importantes de forma segura?

De que adianta podermos falar com pessoas que estão distantes se nossas conversas podem ser lidas? Você concorda que alguém tenha acesso ao seu perfil de uso na rede? Sabe que isso existe? Saiba, isso realmente existe.

Estamos vivendo uma época em que as massas estão sendo melhor monitoradas e controladas por empresas e governos. Por que? Imagine que você está numa via expressa e seu computador é seu carro. A cada ponto que ele passa fica um registro. Para cada esquina que ele vira fica um registro. Em cada ponto que ele para há um registro. Cada registro feito pode ser lido como um comportamento e, quem tem acesso a esses dados consegue prever tal comportamento. Você não acha que é poder demais para alguém? Por acaso você recebeu algo ou foi avisado por fornecer seus dados de navegação nessa via expressa chamada internet? Imagino que não. A possibilidade de andar nessa via expressa chamada internet tem um preço. E qual é o preço, por que até agora ninguém me cobrou nada?

É esse o ponto em que os usuários precisam abrir os olhos. A maior parte dos serviços online que usamos é “gratuita”, ou seja, não há cobrança pelo serviço prestado. A contrapartida é que quem lhe fornece o serviço pode usar seus dados, seja para análise comportamental, seja para compartilhamento. Essa é uma forma bastante utilizada pelas empresas para vender seus produtos e serviços. Através de uma profunda e inteligente análise consegue-se traçar perfis comportamentais, sejam eles individuais, ou de grupos. Algo muito importante para as empresas é saber como grupos se comportam. Por exemplo, traça-se um perfil de uma determinada região e define-se um plano para ofertar determinados produtos e serviços baseado no comportamento demonstrado pelo grupo. É a isso que me refiro, quando uso o termo “fantoche”.

A ameaça da automação laboral e da inteligência artificial

Um ponto extremamente importante tocado por Peter Sunde na entrevista se refere ao desemprego em massa. Não me apego ao percentual, mas ao termo usado por ele. Outras pessoas já expressaram o que pensam sobre a automação e a inteligência artificial. Pessoas como Elon Musk (PayPal, Tesla Motors), Bill Gates (ex-presidente da Microsoft) e Stephen Hawking (físico teórico e cosmólogo). São ideias convergentes que precisam mais atenção da nossa parte uma vez que desemprego em massa pode se transformar em um problema social de proporções globais.

Não considero a automação laboral e a inteligência artificial em si como ruins, muito pelo contrário. Será que os pais e mães da atualidade já pararam para pensar sobre o que seus filhos farão quando crescerem? Sim porque as máquinas e robôs farão muito por nós. O que nós faremos por nós mesmos quando estes postos de trabalho não existirem mais? Haverão outros postos em outras áreas? Haverá trabalho para aqueles que forem substituídos pelas máquinas?

Quanto Peter Sunde fala sobre o capitalismo extremo entendo sua preocupação. Sob a visão capitalista (focada incansavelmente nos lucros), não há espaço para as pessoas porque as máquinas conseguem executar melhor as atividades do que nós seres humanos, resultando em lucros maiores.

A internet precisa ser livre

É necessário termos uma internet livre de controles, manipulações e vigilantismos. A internet precisa estar aberta para as pessoas e não para o comércio somente. Estamos empregando práticas comerciais do capitalismo extremo na rede mundial e impedindo que as pessoas possam escolher e decidir sobre as coisas.

Pense nisso!

Obs.: além das fontes citadas no início desse post quero registrar também a matéria na Revista Info Exame, escrita por Manoel Lemos, denominada “O que esperar do século 21”, a qual me ajudou a formar parte do texto.

Programas alternativos (grátis) aos mais usados ou conhecidos

Quero registrar aqui em meu blog o link para o PPLWARE, site o qual acompanho e que publicou uma matéria muito interessante contendo uma tabela de softwares alternativos (grátis) em relação aos mais usados ou conhecidos atualmente.

Para aqueles que ainda não conhecem eu sempre recomendo. Aos que já conhecem, por favor repassem essa informação.

Muitas vezes acabamos nos privando de utilizar certos programas por serem pagos. Conheça as alternativas existentes e você poderá ter uma surpresa. Foi assim comigo com o LibreOffice, Scribus e Pidgin.

Segue abaixo o link:

http://pplware.sapo.pt/linux/aplicaes-grtis-que-subtituem-aplicaes-comerciais/

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O que é neutralidade da rede e porque você precisa se preocupar com isso

Li a matéria abaixo no site do homembit.com e me senti na obrigação de divulgar aqui também. Peço a você leitor que repasse isso aos seus amigos e conhecidos, tendo consciência sobre o que as grandes empresas de telecomunicações querem fazer com a internet no Brasil. Não podemos admitir isso de jeito nenhum! A neutralidade da rede têm mostrado o quão democrática pode ser a internet. Segmentá-la por classes significa criar muros, barreiras e divisões. Disso nossa sociedade já está cheia!

Participei na semana passada do I Fórum da Internet do Brasil, e me surpreendi ao ver um representante do SindiTelebrasil ler em uma das salas de debate (Trilha 5, onde Neutralidade era um dos temas), um comunicado do Sindicato defendendo a flexibilização na definição de Neutralidade da rede no Brasil. O conteúdo do texto (ou parte dele) pode ser encontrado no site da instituição aqui.

Basicamente o que eles pedem é que o conceito de neutralidade a ser adotado no Brasil (por regulamentação da ANATEL, brecha já introduzida por eles no projeto de lei do Marco Civil), seja expandido para que permita “…às prestadoras ofertar serviços customizados que atendam a perfis de consumo específicos e adotar medidas para gestão e diferenciação de tráfego, inclusive aquelas que envolvam diferenciação de custos, preços e priorização por tipo de trafego.”

Pode parecer algo simples, mas impacta e muito a vida e o bolso de todos os internautas brasileiros, e vou explicar o motivo.

Em 2009, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aprovou e publicou uma resolução onde define os  “Princípios para a Governança e uso da Internet no Brasil”. A resolução apresenta 10 pontos que deve ser considerados como base para a governança da Internet em nosso país, e o item 6 do documento fala sobre a Neutralidade da Rede:

6.  Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento

Explicando o assunto de forma simplificada, imagine que a Internet seja uma grande estrada por onde passam diversos veículos, cada um deles carregando um pedaço de uma carga entre dois pontos. O que o princípio aprovado pelo CGI diz, é que “critérios técnicos e éticos” devem ser utilizados para se controlar o fluxo deste tráfego, não permitindo que critérios “políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento sejam aplicados.”

Se os princípios do CGI forem seguidos, o tráfego de dados na Internet será regulado de forma muito parecida com o tráfego de veículos pelas estradas, onde critérios técnicos e éticos são usados para “dar preferência” ao tráfego de determinados tipos de veículos (como veículos de emergência). Este é o princípio da isonomia no tratamento de pacotes.

Na Internet, ao invés de termos veículos carregados, temos pacotes de dados transportando os dados das aplicações que utilizamos no dia a dia, como páginas web, imagens, áudio e vídeo, que são necessários para podermos utilizar serviços como VoIP (Skype), vídeos (YouTube, NetFlix e similares), redes P2P (Torrent) e todo o resto que usamos no dia a dia em nossos computadores e celulares.

A proposta do CGI pede simplesmente que o controle de fluxo destes dados sejam feitos por critérios técnicos e éticos, como por exemplo a priorização do tráfego de áudio e vídeo, pois qualquer demora na entrega destes pacotes faz com que a experiência do usuário ao utilizar o serviço seja muito prejudicada.

O que o SindiTelebrasil quer é o oposto disso. Querem que as regras lhes permitam aplicar “outros critérios” para o controle deste fluxo de dados, permitindo que cobrem do consumidor de acordo com o tipo de uso que ele faz da rede. Já imaginou onde isso pode chegar ?

Se não fizermos nada para lutar contra esta proposta apresentada por eles, que têm um poder enorme nas mãos, vamos ver em mais alguns meses a internet sendo fragmentada no Brasil, de acordo com o poder aquisitivo do Internauta. Teremos sim a Internet dos ricos (com áudio, vídeo e redes P2P) e a Internet dos pobres (páginas e no máximo imagens)… Não vou nem mencionar aqui a ‘falta de interesse’ das empresas de telecom em ver serviços como o Skype funcionando bem no Brasil ou das operadoras de TV a Cabo (que também vendem conexões banda larga) em ver serviços como o NetFlix e similares chegando a todo o vapor no Brasil, oferecendo uma alternativa barata aos caríssimos pacotes de TV por Assinatura que temos por aqui.

As teles justificam seu pedido dizendo que sem esta ‘regulamentação’, a Internet brasileira vai entrar em colapso e que se todo mundo resolver usar a banda que lhes é vendida, a Internet brasileira sai do ar… Fico aqui me perguntando se sou o único a achar isso um absurdo sem tamanho. Como disse um amigo meu, mais uma vez eles querem privatizar o lucro e socializar o prejuízo.

Vale a pena dizer que a luta que teríamos que travar no momento é para que as Teles entreguem de verdade a banda de internet que nos vendem, pois pasme você, em muitos contratos de ‘Banda Larga’ no Brasil, a banda ‘garantida’ é 10% da banda contratada. Sim, neste exato momento pode ter gente te fazendo de otário te vendendo uma conexão de 2 Mbps e te entregando apenas 200 Kbps.

Já existem diversos grupos de ativistas na rede se articulando para defender os nossos direitos frente a este ataque à nossa liberdade na rede (sim, eles podem decidir que você não vai mais usar o Skype, ver vídeo ou usar redes P2P e pronto), e por isso eu convido você internauta a procurar mais informações em grupos como o Mega Não e descobrir como você pode colaborar para manter nossa rede como é. Se não for por você, faça pelos seus filhos, para que tenham no futuro uma rede como aquela que você teve e que te trouxe até aqui.

Divulgue!

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Será que toda cópia é maldita?

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A opção “Salvar e Sair” no Firefox 4 não aparece?

27/04/2011 2 comentários

Prezados leitores deste humilde Blog, após o lançamento do Firefox 4, um certo incômodo se apresentou diante da grande parte de usuários deste incrível navegador.

Não sei se vocês tem o mesmo hábito que eu, mas sempre procuro deixar as páginas que acesso constantemente abertas em abas. Assim que fecho o Firefox, ele salva. Ao abrí-lo novamente, lá estão elas, prontas para acessar novamente.

Na versão 4 do Firefox, esta opção de salvar as abas abertas veio desabilitada. Por quê eu não sei, mas veio. Para que ele volte a salvá-las, é necessário fazer o seguinte:

1º Na barra de endereços, digite: “about:config” (sem aspas) e dê um Enter;

2º Leia o aviso e clique no botão “Serei cuidadoso, prometo!”;

3º Procure por “browser.showQuitWarning” (sem aspas);

4º Dê um duplo clique sobre a chave encontrada de forma que o dado do campo “Valor” seja alterado para “true” (verdadeiro);

Feito isso, não precisa nem reiniciar o Firefox. Feche o navegador com várias páginas abertas e clique em “Salvar e Sair”. Ao reabrir o Firefox, todas as páginas serão carregadas automaticamente. É isso.

Texto adaptado com base na matéria de Guia do PC.

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BrOffice para Leigos lança canal no Youtube

Para quem ainda não conhece e para quem quer aprender ainda mais sobre o BrOffice, o blog BrOffice para Leigos do meu colega Klaibson Ribeiro, lançou ontem um canal no Youtube. O primeiro vídeo é Introdução ao BrOffice.org. Acesse através do link: http://www.youtube.com/brofficeparaleigos.

 

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