Revista Espírito Livre n. 18 – Setembro 2010

A Revista Espírito Livre de setembro de 2010 traz matérias muito interessantes. Entre elas vou comentar algumas que mais me chamaram atenção. Antes de começar, gostaria de agradecer ao pessoal da redação por ter publicado nesta edição minha opinião sobre a revista. Valeu aí!

Então vamos lá:

Em primeiro lugar não posso deixar de comentar a entrevista de Kemel Zaidan e João Fernando Costa Júnior com Linus Torvalds na LinuxCon, primeiro evendo realizado pela Linux Foundation no Brasil. Já li várias matérias e entrevistas sobre Torvalds, mas esta acho que mostra um pouco mais do aspecto humano do finlandês criador do Linux. Logo no início tem um parágrafo que se destacou para mim quando li:

O que mais impressiona nele  é uma humanidade escancaradamente aberta. Ele não cultiva o mito do gênio precoce: faz questão de mostrar que é uma pessoa comum, com problemas comuns, que tem preguiça e defeitos como qualquer um, mas, ao mesmo tempo, suas frases deixam escapar como que naturalmente de que se trata de alguém perceptivelmente acima da média do restante da humanidade.

Acho interessante também a opinião de Linus sobre qual a melhor distribuição. Concordo com ele ao afirmar que “não existe a melhor distribuição, existe sim aquela que você mais gosta e utiliza”. Essa é a liberdade de escolha que temos ao utilizar software livre.

A antepenúltima pergunta refere-se a importância que as universidades brasileiras dão ao software livre. O questionador afirma que elas não tem software livre instalado e não ensinam nada relacionado a ele. A resposta de Linus para esta pergunta foi:

Recordem-se do que eu fiz. Hoje existe o Linux, mas quando eu estudei, todos os computadores eram Windows. Digo isso porque acabei fazendo meu próprio programa. Não se preocupe tanto com o que sua escola usa. Se você quer aprender alguma coisa e é um estudante de tecnologia da informação, seu principal objetivo deve ser aprender a fazer alguma coisa nova. Certifique-se de ter alguma coisa diferente em casa. E talvez você veja algo que possa ser feito em ambos os lados. As pessoas não deveriam dizer: “A minha escola só usa Windows”. É um jeito de reclamar, mas ao mesmo tempo as pessoas não deveriam ter suas vidas controladas por suas escolas.

Acho que essa resposta acaba servindo até mesmo para nossas vidas: Se você quer aprender alguma coisa e é estudante (não necessariamente de TI), aprenda a fazer alguma coisa nova, tenha ou crie algo diferente em casa. Diante das coisas que parecem sacramentadas em nossa vida busque alguma coisa diferente.

A matéria de Jomar Silva “Quem usa Linux?” é simplesmente fantástica. Ele conseguiu me fazer parar para pensar na grande participação que o Linux tem hoje na vida de todos. Tirou seu extrato bancário no caixa eletrônico? Aí está o Linux! De fato, já não nos surpreendemos mais em saber que em boa parte dos caixas eletrônicos rodam Linux.  Me veio um pensamento que tenho certeza que um dia ainda vou ouvir de alguém que não simpatiza com software livre: Ah, então é por isso que os caixas eletrônicos não funcionam quando vou ao banco. Neste caso eu só poderia responder: Meu caro amigo, a manutenção do sistema é feita por pessoas, seres humanos suscetíveis a erros. Prefiro assim do que todos os bancos usando software proprietário e aumentando as tarifas bancárias que já são absurdas.  Acredito numa maior participação do Linux ainda, e podemos nos preparar para isso, porque pelo que tudo indica, o Pinguim promete nos smartphones. Parabéns pela matéria Jomar!

A última matéria que quero comentar é de Paulino Michelazzo: Re-educação Livre. Ouvi ele falando pela primeira vez no ENSOL, e acredito sim na re-educação livre. A primeira grande lição que se aprende com software livre é o compartilhamento de idéias e softwares. Na era em que vivemos, a informação é simplesmente a coisa mais valiosa para qualquer negócio, seja ele pequeno, médio ou grande. No mundo do software livre e de código aberto, o compartilhamento é uma premissa importante para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das idéias. É através desse processo que a rede de compartilhamento se alimenta e retroalimenta. Talvez seja isso que incomoda tanto as empresas que fecham seu código, talvez, o problema seja o medo que certas empresas têm de compartilhar seu código e não aceitar que alguém “de fora” consiga acrescentar algo que pode melhorar e acrescentar valor ao seu software. Talvez não seja só isso, com certeza não. No entanto, não importa, o que importa é nos re-educarmos, e é dessa maneira que construiremos uma nova realidade, de que software livre pode sim render empregos, renda, impostos e dividendos, fazendo com que a roda continue girando ,com a diferença de que será aberta. Parabéns Paulino pela matéria!

Um abraço a todos!

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