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Arquivo para a categoria ‘Reflexões’

O que é neutralidade da rede e porque você precisa se preocupar com isso

Li a matéria abaixo no site do homembit.com e me senti na obrigação de divulgar aqui também. Peço a você leitor que repasse isso aos seus amigos e conhecidos, tendo consciência sobre o que as grandes empresas de telecomunicações querem fazer com a internet no Brasil. Não podemos admitir isso de jeito nenhum! A neutralidade da rede têm mostrado o quão democrática pode ser a internet. Segmentá-la por classes significa criar muros, barreiras e divisões. Disso nossa sociedade já está cheia!

Participei na semana passada do I Fórum da Internet do Brasil, e me surpreendi ao ver um representante do SindiTelebrasil ler em uma das salas de debate (Trilha 5, onde Neutralidade era um dos temas), um comunicado do Sindicato defendendo a flexibilização na definição de Neutralidade da rede no Brasil. O conteúdo do texto (ou parte dele) pode ser encontrado no site da instituição aqui.

Basicamente o que eles pedem é que o conceito de neutralidade a ser adotado no Brasil (por regulamentação da ANATEL, brecha já introduzida por eles no projeto de lei do Marco Civil), seja expandido para que permita “…às prestadoras ofertar serviços customizados que atendam a perfis de consumo específicos e adotar medidas para gestão e diferenciação de tráfego, inclusive aquelas que envolvam diferenciação de custos, preços e priorização por tipo de trafego.”

Pode parecer algo simples, mas impacta e muito a vida e o bolso de todos os internautas brasileiros, e vou explicar o motivo.

Em 2009, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aprovou e publicou uma resolução onde define os  “Princípios para a Governança e uso da Internet no Brasil”. A resolução apresenta 10 pontos que deve ser considerados como base para a governança da Internet em nosso país, e o item 6 do documento fala sobre a Neutralidade da Rede:

6.  Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento

Explicando o assunto de forma simplificada, imagine que a Internet seja uma grande estrada por onde passam diversos veículos, cada um deles carregando um pedaço de uma carga entre dois pontos. O que o princípio aprovado pelo CGI diz, é que “critérios técnicos e éticos” devem ser utilizados para se controlar o fluxo deste tráfego, não permitindo que critérios “políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento sejam aplicados.”

Se os princípios do CGI forem seguidos, o tráfego de dados na Internet será regulado de forma muito parecida com o tráfego de veículos pelas estradas, onde critérios técnicos e éticos são usados para “dar preferência” ao tráfego de determinados tipos de veículos (como veículos de emergência). Este é o princípio da isonomia no tratamento de pacotes.

Na Internet, ao invés de termos veículos carregados, temos pacotes de dados transportando os dados das aplicações que utilizamos no dia a dia, como páginas web, imagens, áudio e vídeo, que são necessários para podermos utilizar serviços como VoIP (Skype), vídeos (YouTube, NetFlix e similares), redes P2P (Torrent) e todo o resto que usamos no dia a dia em nossos computadores e celulares.

A proposta do CGI pede simplesmente que o controle de fluxo destes dados sejam feitos por critérios técnicos e éticos, como por exemplo a priorização do tráfego de áudio e vídeo, pois qualquer demora na entrega destes pacotes faz com que a experiência do usuário ao utilizar o serviço seja muito prejudicada.

O que o SindiTelebrasil quer é o oposto disso. Querem que as regras lhes permitam aplicar “outros critérios” para o controle deste fluxo de dados, permitindo que cobrem do consumidor de acordo com o tipo de uso que ele faz da rede. Já imaginou onde isso pode chegar ?

Se não fizermos nada para lutar contra esta proposta apresentada por eles, que têm um poder enorme nas mãos, vamos ver em mais alguns meses a internet sendo fragmentada no Brasil, de acordo com o poder aquisitivo do Internauta. Teremos sim a Internet dos ricos (com áudio, vídeo e redes P2P) e a Internet dos pobres (páginas e no máximo imagens)… Não vou nem mencionar aqui a ‘falta de interesse’ das empresas de telecom em ver serviços como o Skype funcionando bem no Brasil ou das operadoras de TV a Cabo (que também vendem conexões banda larga) em ver serviços como o NetFlix e similares chegando a todo o vapor no Brasil, oferecendo uma alternativa barata aos caríssimos pacotes de TV por Assinatura que temos por aqui.

As teles justificam seu pedido dizendo que sem esta ‘regulamentação’, a Internet brasileira vai entrar em colapso e que se todo mundo resolver usar a banda que lhes é vendida, a Internet brasileira sai do ar… Fico aqui me perguntando se sou o único a achar isso um absurdo sem tamanho. Como disse um amigo meu, mais uma vez eles querem privatizar o lucro e socializar o prejuízo.

Vale a pena dizer que a luta que teríamos que travar no momento é para que as Teles entreguem de verdade a banda de internet que nos vendem, pois pasme você, em muitos contratos de ‘Banda Larga’ no Brasil, a banda ‘garantida’ é 10% da banda contratada. Sim, neste exato momento pode ter gente te fazendo de otário te vendendo uma conexão de 2 Mbps e te entregando apenas 200 Kbps.

Já existem diversos grupos de ativistas na rede se articulando para defender os nossos direitos frente a este ataque à nossa liberdade na rede (sim, eles podem decidir que você não vai mais usar o Skype, ver vídeo ou usar redes P2P e pronto), e por isso eu convido você internauta a procurar mais informações em grupos como o Mega Não e descobrir como você pode colaborar para manter nossa rede como é. Se não for por você, faça pelos seus filhos, para que tenham no futuro uma rede como aquela que você teve e que te trouxe até aqui.

Divulgue!

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Será que toda cópia é maldita?

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Morre Dr. Antônio Lopes de Sá

09/06/2010 1 comentário

O Contador Professor Doutor Antônio Lopes de Sá, umas das figuras mais reconhecidas e polêmicas da contabilidade, morreu na noite de segunda-feira, 07/06/2010, por volta das 23:00 h em Belo Horizonte, vítima de aneurisma cerebral.

O corpo do Grande Mestre, como era conhecido, foi velado na sede do Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais, na rua Cláudio Manoel, 639, bairro Funcionários. O corpo foi sepultado no cemitério Parque Renascer.

Autor de mais de 150 livros, Lopes de Sá era um ferrenho crítico da adoção das chamadas normas internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês). Recentemente, ele escreveu “Normas internacionais e fraudes em contabilidade” (Juruá Editora), considerado o primeiro livro contrário à convergência contábil global publicado no Brasil.

“As denominadas ‘Normas Internacionais de Contabilidade’ carecem de metodologia científica, situando a matéria no campo do casuísmo”, afirma em um de seus escritos divulgados em seu site ( www.lopesdesa.com.br ).

Segundo Lopes de Sá, “a dura crise que assola muitos países foi respaldada por balanços falsos, amparados por ‘normas’ que foram incompetentes para proteger os interesses sociais e econômicos de populações inteiras”. No texto em que opina sobre a necessidade ou não de pequenas e médias empresas seguirem a nova ordem, dispara: “Informar enganosamente é ato que além de ferir a ética é passível de enquadramento penal.”

Para o professor, não existe “obrigatoriedade legal de implantação do novo padrão nas sociedades anônimas que não estejam com ações no mercado de capitais e que não possuam grande dimensão”. A lei prevê uma receita mínima anual de R$ 300 milhões.

A adoção do padrão global no Brasil se dá, segundo ele, sob “forte pressão de interesses diversos de grupos”.

Procurados pelo Valor, alguns expoentes da contabilidade envolvidos no processo de convergência preferiram não se manifestar sobre a morte de Lopes de Sá.

Contador, administrador, economista e doutor em Letras, Lopes de Sá foi indicado para o prêmio Nobel da Paz. Recebeu em 1988 “a maior honraria da classe”, segundo nota divulgada ontem pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a medalha mérito contábil João Lyra. Foi pioneiro no Brasil da literatura sobre auditoria, normas contábeis, leasing, teoria geral do conhecimento contábil e filosofia da contabilidade.

Juarez Domingues Carneiro, presidente do CFC, afirma que o setor perde uma suas principais referências. “A contabilidade é debitada de um dos seus mais fecundos cientistas. Os fóruns contábeis nacionais e de boa parte do mundo perdem o brilho de um tão aplaudido, quanto querido, mestre.”

Fonte: JusBrasil (1, 2)

Como profissional da área contábil que sou, não poderia deixar de prestar minha homenagem ao célebre Contador Professor Doutor Antônio Lopes de Sá.

“O cenário contábil mundial se contrai, permanecendo em nossa memória o exemplo de dedicação e atuação do Grande Mestre Antônio Lopes de Sá, um ser humano extraordinário que marcou a história da contabilidade no Brasil e no mundo.”

Vergonha na saúde pública brasileira

23/05/2010 2 comentários

A reportagem exibida na Rede Record agora pouco no programa Domingo Espetacular choca a qualquer ser humano que assista. É inimaginável a situação que se encontra o serviço de saúde em várias partes do Brasil. É uma vergonha diante de seres humanos, brasileiros, e um sério descaso com a vida humana o péssimo atendimento que as pessoas recebem nos hospitais e clínicas. Quem ainda não assistiu, mesmo que não goste, peço que assistam e se manifestem de qualquer forma.

O que se vê é a falta de médicos em diversas unidades do país, enfermeiras que não se mexem para atender pacientes tendo crises e perdendo até a visão. É incrível ver que os atendentes de uma unidade de saúde não dão informações e quem realmente dá informação que agiliza o encaminhamento é um vigia que parece saber mais do que qualquer outro funcionário do hospital.

Sinceramente, fico envergonhado de ser brasileiro e penso que qualquer pessoa poderia estar numa situação como esta. O sofrimento é visto como algo normal.

Acho que nós brasileiros precisamos ser menos tolerantes quanto a qualidade no serviço de saúde. Acho que o primeiro passo que temos que dar é o da denúncia. Denuncie o serviço de má qualidade. Pergunte, seja indagador, não deixe que o descaso e a normalidade do sofrimento passe como se fosse algo normal. Valorize sua vida e brigue por qualidade no serviço de saúde. Os políticos são muito bonzinhos e se apresentam muito bem na hora de lhe pedir voto, mas o tempo passa e entra ano e sai ano os serviços básicos que a Constituição nos dá como “garantidos” não chegam nem perto do que precisamos.

As denúncias são a voz da população no combate ao descaso humano no serviço de saúde e sinalizam para o governo a situação em que estão.

Se você for vítima ou presenciar uma situação de descaso ou mal atendimento na saúde ligue para o Disque Denúncia 0800 61 1997 ou entre no Portal do Ministério da Saúde e denuncie.

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O fim do relacionamento com a equipe do Windows 7

18/02/2010 3 comentários

Lendo uma matéria no blog do Adão Braga, me pergunto sobre quem realmente desenvolveu o Windows 7? Os programadores ou os usuários? Com certeza foram os dois grupos, afinal, não existem bons programas sem que passem pelo crivo dos usuários.

A Microsoft agradece muito a participação de todos pelo uso da versão Release Candidate. No entanto, agora ela quer que atualizemos nosso sistema operacional. Foi ela que conseguiu dar a volta por cima e relançar o Windows para esquecermos o Vista. Aliás, por que o Vista não deu certo? Será que foi porque os “usuários” mais uma vez participaram e acharam o sistema muito pesado e complicado? A propósito, a principal mensagem do Windows 7 para as vendas é: Incrivelmente Simples! Simplicidade essa que foi adquirida através de quem?

O interessante nisso tudo é que a Microsoft, de certa forma, já utiliza o modelo de produção do software livre e mesmo assim ainda continua obtendo sua principal fonte de receita através de um modelo que ao longo dos próximos anos não parece se sustentar.

Confesso que gostaria de poder comprar o Windows 7, mas concordo com o Adão Braga que não parece haver contrapartida da Microsoft como forma de agradecimento para as pessoas que participaram da última versão do Windows, nem que fosse em forma de um desconto, o que já valeria muito, assim como escreveu o Adão.

Mas não há de ser nada, agora é trabalhar para atualizar nosso sistema operacional, até porque a contagem regressiva de suporte e atualizações do Windwos XP já iniciou. Preparem-se para colocar a mão no bolso e mais uma vez fazer com que a Microsoft alcance recordes de lucro e quantidade de cópias vendidas.

Parabéns a todos os usuários que participaram da RC, especialmente você Adão, parabéns aos programadores e parabéns a Microsoft!

Adão, se você ainda não conhece o GNU/Linux, convido você a conhecer. Uma coisa eu te garanto: após participar de uma RC, você terá direito a uma cópia, no mínimo, mas se quiser baixar mais de uma, não tem problema, fique a vontade!

Reflita sobre isso!

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Frases interessantes

09/01/2010 2 comentários

Recebi um e-mail de uma amiga e achei as frases muito interessantes. Talvez vocês já tenham lido, afinal estas coisas se propagam muito rápido pela rede. Mesmo assim, devido a profundidade do conteúdo resolvi publicar aqui:

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

A sensatez de Herbert Viana:

Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos….
Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde se vive.

Não tenho filhos, mas quando penso em tê-los logo penso o quanto é importante, hoje mais do que nunca, uma boa educação. Percebo em alguns casais que eles deixam sob responsabilidade da escola a “educação” dos seus filhos. No entanto, vou mais a fundo ainda e vejo que a educação dada pelos pais é a primeira que uma criança recebe. Já a educação escolar (com responsabilidades demais hoje em dia) é uma parte do todo que contribui para a formação de um ser humano, consciente ou não.

Reflita um pouco sobre isso. Nosso país e nosso planeta precisam de seres humanos mais conscientes.

Passe adiante!
Precisamos começar já!

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Software Livre: uma alternativa viável

21/04/2009 1 comentário

Muito se fala no uso de softwares livres em substituição aos softwares proprietários. No entanto, acredito que o uso de softwares alternativos aos modelos pagos, além de ser uma filosofia trata-se também de economia. Sim porque atualmente existem diversos casos de sucesso tanto no aspecto da empregabilidade desses softwares assim como em economia de recursos.

Em época de vacas magras é comum enxugar a estrutura ao máximo, sendo necessário estar atento a alternativas viáveis de redução de custos. Isso vale para todos os setores da economia: público, privado e terceiro setor.

Com base nisso, replico abaixo três matérias que me chamaram atenção quanto ao assunto:

1. Software livre gera economia de meio milhão de reais ao Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina

O Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina economizou em torno de R$ 520 mil desde que começou a instalar em seus computadores, em junho de 2007, o pacote de softwares livres BrOffice. O valor se refere ao que precisaria ser investido em atualização e aquisição de licenças da suíte de aplicativos MsOffice, que inclui o editor de textos (Word), de planilhas (Excel), de apresentações (Power Point), de banco de dados (Access) e o correio eletrônico (Outlook).

A primeira etapa da substituição foi na área administrativa, onde atualmente mais de 230 micros operam somente com BrOffice. A segunda etapa está quase finalizada e prevê a instalação nos quase 900 computadores das unidades judiciárias de primeiro grau, inclusive nas salas de audiência. Atualmente700 dessas máquinas já rodam com o software livre.

De acordo com o gerente do projeto, servidor Altair de Lima, o BrOffice vai entrar em sua fase final no segundo semestre, quando a suíte de aplicativos será instalada na área judiciária de 2ª instância (gabinetes de juízes, secretarias, turmas etc).

Fonte: Assessoria de Comunicação do TRT/SC. ascom@trt12.jus.br – (48) 3216.4320

2. Software livre gera economia para pequena empresa

Os pequenos seguem a tendência dos grandes quando se fala no uso de software livre nas empresas. Enquanto as grandes poupam milhões com a migração, a economia entre as pequenas também é significativa.

O software livre, que não tem restrição de uso, cópia, modificação ou distribuição, tem ainda a vantagem de ser gratuito.
Alguns exemplos desses programas são o sistema operacional Linux e a ferramenta de escritório OpenOffice.
Segundo Rodolfo Avelino, coordenador do Conisli (Congresso Internacional de Software Livre), o que move as pequenas empresas para a migração é a dificuldade que têm para manter seu software legalizado. “O investimento para comprar softwares pagos pode ser inviável.”

Menos gastos
Foi pensando na economia que o engenheiro José Maria de Carvalho Júnior, responsável pela área de tecnologia da informação da Carvalho Saúde Ocupacional, fez a migração.
“O que deixamos de gastar com licenças da Microsoft é considerável”, diz. Hoje, a empresa roda o Linux nas 30 máquinas. O pacote de ferramentas de escritório também foi trocado por uma versão livre.
Com a economia, foi possível desenvolver, por cerca de R$ 8.000, um sistema personalizado de gestão da empresa.
“O pequeno empresário pode aproveitar o orçamento e tratar a informática com mais profissionalismo”, aconselha Marcelo Okano, professor de pós-graduação em redes da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista).
“Ele pode também reaproveitar suas máquinas, já que um servidor com o Linux roda bem em uma máquina mais simples”, diz Okano.
Outra vantagem é que o usuário pode modificar o código do programa. “Se faltar alguma funcionalidade, é possível programá-la”, diz Alessandro Brawerman, professor do curso de sistemas de informação da Universidade Positivo.
É possível fazer o download dos softwares pela internet (confira abaixo alguns sites).
“O empresário deve calcular o número de máquinas afetadas e ver se compensa contratar alguém para instalar os programas”, aconselha Egnaldo Paulino, consultor de orientação empresarial do Sebrae-SP.

Folha de S. Paulo, Maíra Termero, 23 de março de 2008

3. Governo brasileiro economiza R$ 370 milhões com sistemas operacionais de computador

Nos últimos 12 meses, o país economizou R$ 370 milhões com o uso de sistemas operacionais, navegadores da internet, correios eletrônicos e softwares livres com diversas finalidades. O cálculo é do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), vinculado ao Ministério da Fazenda.

O valor equivale ao dobro dos investimentos feitos no desenvolvimento dos programas da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física e de consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), ou cerca de um quarto do orçamento anual do Serpro, considerado o maior serviço de processamento de dados da América Latina.

De acordo com o presidente do Serpro, Marcus Vinicius Ferreira Mazoni, os efeitos vão além dessa cifra e o valor economizado é ainda maior, se forem considerados o dinheiro que deixou de ser gasto com a manutenção de programas fornecidos, os totais poupados com o uso de programas feitos sob medida e a dispensa de aquisição de licenças para novas redes.

“A economia representa a viabilização de projetos que não seriam possíveis”, diz Mazoni, citando a instalação e funcionamento de mais de 5 mil telecentros em todo o país. Segundo ele, em cada unidade dessas seria necessário adquirir licenças particulares para cada editor de texto, por exemplo.

Na avaliação do presidente do Serpro, os valores economizados vão crescer nos próximos anos. Atualmente todos os órgãos do governo federal têm alguma experiência com software livre, mas apenas 40% tem todo o seu funcionamento até o usuário final baseado nesses programas.

“Isso é exponencial”, projeta Marcus Vinicius Mazoni. “Conforme vão sendo verificados os resultados positivos da tecnologia livre, o uso aumenta fortemente”, afirma o presidente do Serpro. Segundo ele, a tecnologia, além de mais barata, é superior por sua adaptabilidade.

“Quem já viveu a experiencia de ter que trocar a máquina por conta da mudança de software?”, pergunta. “No mundo do software livre, podemos fazer essa opção. Podemos continuar melhorando, mas conhecendo o tamanho da máquina, fazendo com o novo programa fique do seu tamanho”, garante.

Além da economia de gastos e da plasticidade dos softwares livres, Mazoni assinala que o país se beneficia com o uso de sistemas que sobre os quais tem total controle do desenvolvimento de códigos. De acordo com ele, o governo não depende de fornecedores privados (geralmente multinacionais) para suas múltiplas plataformas eletrônicas.

No próximo dia 15, o Serpro tornará acessível para órgãos públicos, empresas e usuários particulares uma nova plataforma de desenvolvimento de programas chamada “Demoiselle” (do francês senhorita), em homenagem a Santos Dumont, que, em 1907, deixou livre a patente do avião homônimo que projetou.

* fonte: www.agenciabrasil.gov.br

A internet está cada vez mais assumindo a característica de comoditie. É cada vez maior o número de usuários e, sendo assim, não vejo o porque das pessoas continuarem pagando pelo uso de um software, por exemplo, para leitura de e-mails ou ainda para elaborarem textos, matérias, livros, planilhas, apresentações etc. Atualmente, as principais tarefas rotineiras que um usuário faz em seu computador pessoal podem ser cumpridas da mesma forma utilizando-se softwares livres. Posso afirmar que estou cada vez mais satisfeito. Todas as minhas necessidades de uso são supridas, e todas elas com softwares livres.

É perceptível que determinadas aplicações, caracteristicamente empresariais (falo isso porque trata-se do ambiente de trabalho onde atuo) não possuem softwares adaptados à realidade brasileira. Estou falando de softwares de gestão empresarial livres que contemplem a legislação brasileira, apesar de que no mundo já existem alguns projetos em pleno funcionamento. No entanto, tais aplicações possuem características muito específicas e por isso, acredito que vai levar um bom tempo até que se desenvolva uma ferramenta completa de gestão para nós brasileiros. De qualquer forma, acredito que isso é possível e, independente de quanto tempo leve para acontecer, é só uma questão de tempo. A propósito, gostaria de me candidatar a participar de um projeto assim para o Brasil. Se souber de algum, por favor, avise-me.

Alguns me chamam de entusiasta, outros de geek (apesar de que estou a galáxias de distância de ser um geek), outros ainda me chamam de viciado em informática (concordo parcialmente). Na verdade, acho que deveriam me chamar de “livre” mesmo.

Vencer a si mesmo

04/01/2009 1 comentário

Durante as festas de final de ano, principalmente no reveillon, ouve-se muitas mensagens e desejos entre nós e as pessoas que nos relacionamos. Talvez as mais utilizadas foram: Tudo de bom! Saúde! Paz! Amor! Sucesso! Que este ano seja melhor que o que passou! E por aí vai. No entanto, percebe-se que tais desejos precisam de um espírito de mudança. Mas para mudar algo é preciso inicialmente o quê? Acredito que para mudar algo é preciso primeiro estar consciente da necessidade de mudança. Além dessa consciência, é necessário querer sair de um estado e alcançar outro melhor, de preferência. A partir daí, grande parte das atitudes podem ser impulsionadas através de nossos pensamentos e sentimentos. Os pensamentos podem ser usados a favor das mudanças quando conseguimos racionalizá-las, ordenando-as e identificando-as. Em outras palavras, os pensamentos podem ser traduzidos como metas e objetivos a serem alcançados. Os sentimentos podem nos ajudar a manter os objetivos, uma vez que ao conseguirmos mudar algo em nós mesmos percebemos uma sensação de satisfação, de vitória. Vencer a si mesmo pode-se dizer que é o espírito de mudança que pode nos acompanhar diariamente em 2009. Vencer as coisas que estão em nós mesmos e atrapalham nosso desenvolvimento é algo que não procurei falar, mas desejar as pessoas com quem me relacionei durante as festas de fim de ano. Mudança é uma das maiores constantes em nosso mundo e na vida de todos. Mudanças podem ser feitas de duas formas: por vontade própria ou por força maior. Eu sempre repito esta frase que não me recordo de quem ouvi um dia: Você pode mudar por amor ou pela dor. 2009 é um ótimo ano para isso. Racionalize suas mudanças, transforme-as em objetivos, sinta a vontade de mudar e tenha um ano cheio de vitórias e alegrias.

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